O menino gostava tanto tanto de sua namorada, mas nao podia ficar com ela, tinha que trabalhar. Passou a semana inteira desenhando ,desenhando e desenhando e namorada esperando, esperando, esperando. Ela o dizia "lindo, eu te espero, faça um bom trabalho, quando tiver tempo, lembre-se de mim", mas ele não tinha, tinha apenas que desenhar. Ela se sentia bem, sabia que a falta de atenção que sofria era apenas por que o menino tinha que trabalhar. Adoro ve-lo tão dedicado, pensava a coitada.
O fim de semana chegou. Ninguem trabalha no fim de semana, a garota ficou animada. Sexta feira as seis horas combinaram num cinema que ficava no meio do caminho entre a casa dos dois. Ela foi toda apressada, ficou nervosa com o engarrafamento, mas chegou na hora. Porém, como se fosse um hábito, ficou na porta da sala esperando. 15 minutos se passaram, entrou pra ver o segundo curta que já começava. Ele entrou de fininho sentou ao seu lado e juntos viram o resto.
Ao terminar, ele sugeriu que ela fosse para sua casa, mas disse que só um pouco, mais trabalho tinha pra fazer, infelismente ainda não terminara.Ai amor, dá próxima vez peça mais dinheiro e mais prazo. Ela se sentiu incomodando. Não, não, não posso te atrapalhar, voce tem q desenhar! E eu sou uma boa namorada. Foi se embora pro outro lado. Ele, então, foi fazer outras coisas, que desenhar o quê, estou cansado. Saiu com os primos, fumou, descansou e apenas de madrugada terminou os trabalhos.
No dia seguinte a pobre coitada só esperava o telefone tocar. Ele vai ligar ao meio-dia. Chegou uma da tarde e nada... Ela não se aguentou de demora e então passando mais meia hora, fez a ligação. Ele, já desperto, atendeu com voz de cansado. Quando souber a hora do evento de hoje, te aviso, anunciou o garoto. Ela foi-se então gastar o tempo com algo produtivo.
Recebeu a ligação alguns minutos depois da hora imaginava, mas se viu no meio do preenchimento de um formulário, o fez às pressas e saiu com o carro desgovernado. Ele já ia na frente para nao perder nada. Se sentindo mais abandonada, ficou brava e disse que o retorno de volta pra casa fazia. Ele a convenceu, como sempre, de não desistir, pedia que a mãe o deixasse no meio do caminho e ela com seu carro o buscasse, e assim fez a coitada.
Ela ficou o tempo todo ao seu lado, sorrindo, feliz por estarem juntos e não se sentia mais tão solitária. Ele fazia graça e tudo estava bem. Sairam juntos depois, sem família nem nada, só os dois para onde quiserem ir. A menina já se sentia cansada. Para decidir o destino era sempre uma batalha. O deixou em casa. Mas na porte fez o convite: por que não dorme lá em casa? O namorado que amava tanto, tanto a namorada, preferiu num sábado a noite amar seu computador e ela foi-se embora abandonada. Ela se fez então ex-namorada.
domingo, 7 de dezembro de 2008
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