terça-feira, 17 de abril de 2007

Deixo fechar agora
na minha carne
teu corte
Num fim bem no começo
Para que não fique do avesso
a minha alma
que com calma
se prendeu à
imagem
lembrança
gosto e cheiro
teu.

oito milhoes e trezentos e noventa e quatro mil e novecentos e vinte e sete

o ponto final
no fim do parágrafo
do único volume
será o último ponto
sem reticências

da minha própria carência
cria-se o enredo
começa fraco, sem fôlego
cresce
se diverte
e morre
como nunca deveria ter nascido

o cenário é vago
permanece quando o resto se acaba
sendo palco para amores verdadeiros
o tempo é impreciso
misturado na mentira e segredo
que me enforca a alma

E nossa história se faz viúva de si mesma
sem filhos
nem marido
que se lembrem da beleza
que um dia teve

domingo, 15 de abril de 2007

ácido lisérgico

Corpo suado na cama
Os dentes trincados mordendo o travesseiro
Mão rasgando o lençol
e a mente nos seus pelos, gostos e fluidos.
Tua imagem me contorce o corpo

E mesmo sabendo que foi a última vez
aquela vez passada...
O desejo é de você aqui
tranformando o gozo em realidade
além do prazer.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Inspiração alheia

o amor que vem do tesão
que vem de você
que me inspira
que me ilumina
e me faz falta
à carne
humana
e à mente
feminina
o vice- e-versa também funciona.

2/2

Quando penso no que quero dizer
e na mente nao vem nada
penso que talvez
minha mente seja Fumaça

que faz sua mente pirar
e pensar em mil coisas

ai, como nao dizer
que a maconha
aumenta
o racíocinio
mas num nível
introspectivo
e louco.

que aos poucos perde a graça
se você nao alimenta
a massa cinzenta com
a palavra cabeçuda e cabeluda
que sozinha
nao quer dizer
nada

que nem o verde dessa mata
que faz parte do ecossitema
mundial
e a gente sabe
que mexendo aqui
afeta lá
e a sobrevivência
depende de quanto estamos afim de
DISPERDIÇAR
em troca de algo momentâneo que só do seu lado quero passar.


metade
de dois!