terça-feira, 17 de abril de 2007

oito milhoes e trezentos e noventa e quatro mil e novecentos e vinte e sete

o ponto final
no fim do parágrafo
do único volume
será o último ponto
sem reticências

da minha própria carência
cria-se o enredo
começa fraco, sem fôlego
cresce
se diverte
e morre
como nunca deveria ter nascido

o cenário é vago
permanece quando o resto se acaba
sendo palco para amores verdadeiros
o tempo é impreciso
misturado na mentira e segredo
que me enforca a alma

E nossa história se faz viúva de si mesma
sem filhos
nem marido
que se lembrem da beleza
que um dia teve

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