terça-feira, 31 de julho de 2007

Leo P.I.M.P. and his roulette

Leo era alto, magro, esguio, tinha a pele clara com sardas escuras, traços finos e afeminados. Andava sempre pelos becos da cidade com seu chapéu marrom, vintage, feito de uma camurça já envelhecido pelo tempo com uma flor indígena, comprada por ele mesmo das mãos de um pagé numa de suas viagens à Paraty. Ele não gostava de multidões, mas ia sempre às boates da Lapa para conhecer uma gatinha, com o intuito de um dia poder traçá-la.
Tinha a fama de virgem no meio da galera com quem andava. Era inegável que seus atos davam base paras as piadas e que histórias infames eram passadas adiante. Nunca fez muito sucesso e ainda não fazia nas noites de seus 20 e poucos anos até que em Botafogo, zona sul da cidade, foi inaugurada a boate Caverna, também chamada de Parede de Porra do Leo (por motivos óbvios). Lá, Leonildo Humbert descobriu o que era sexo, na sua maneira mais selvagem.

Um comentário:

Anônimo disse...

que beleza!